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	<title>Arquivo de eslovénia e abelhas | Quinta das Tílias</title>
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	<description>Somos apicultores e especialistas em levar o melhor das abelhas até si.</description>
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		<title>O que podemos aprender com a Eslovénia, um país que vive um caso sério de amor por abelhas</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2020 17:59:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[O mundo das abelhas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O título estraga qualquer suspense, não é? Esta história, que lá está começa na Eslovénia, <strong>é sobre amor, aprendizagem, cuidado e futuro.</strong> É sobre abelhas e a noção da sua importância (para o mundo e para a carteira). A apicultura é como um estilo de vida por lá: <strong>um em cada 200 eslovenos é apicultor</strong> (quatro vezes mais do que na União Europeia inteira), por isso têm tanto poder junto dos políticos e fazem tanto barulho, por serem uma fatia grande do eleitorado. <strong>O mel está em muitos pratos típicos do país, até no café,</strong> e aprecia-se o recurso à apiterapia para tratar doenças ou lesões crónicas (lembram-se das maravilhas dos produtos das nossas amigas?). Durante o confinamento nesta crise sanitária, <strong>o Governo esloveno declarou os apicultores como trabalhadores essenciais,</strong> por isso tinham mais liberdade para cuidar dos seus apiários e abelhas. <em>Hvala vam!</em></p>
<p>Estes números e curiosidades todos moram <a href="https://time.com/5815141/slovenia-bees-climate-change/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">neste artigo da revista “Time”</a>. A jornalista Melissa Godin puxou a fita atrás e recordou o dia em que o apicultor Peter Kozmus regressou de Nova Iorque para Liubliana, a capital da Eslovénia, em 2017, e <strong>foi recebido como uma estrela de rock.</strong> Ou um atleta. Havia gritos, alegria, aplausos e bandeiras a dançar nas alturas. Kozmus convenceu uma delegação das Nações Unidas a visitar o país e garantiu o sucesso da petição que transformaria o 20 de maio no dia das abelhas pelo mundo inteiro. <strong>“Parecia que éramos heróis. Era como se fossemos atletas a voltar com medalhas de ouro”</strong>, contou o apicultor esloveno à revista.</p>
<p>Ainda este ano, neste atípico e desgostoso 2020, as Nações Unidas não deixaram de assinalar o dia tão especial para as nossas amigas: <strong>“As abelhas e outros agentes de polinização são fundamentais para o funcionamento de plantações de alimentos, plantas silvestres e ecossistemas”</strong>. Em maio passado, o <strong>Dia Mundial da Abelha</strong> apontou os holofotes para a produção e medidas adotadas por apicultores para apoiar a sua subsistência e a qualidade dos seus produtos. <strong>E a ONU deixou um aviso sério:</strong> “Atualmente, espécies de abelhas estão sob risco de extinção entre 100 a mil vezes mais alto do que o normal por causa do impacto humano. Quase 35% dos polinizadores invertebrados, especialmente abelhas e borboletas, estão sob risco, assim como 17% de vertebrados como morcegos. Se a tendência continuar, plantações de frutas, vegetais e nozes terão de ser substituídas por arroz, batatas e milho, levando a uma dieta não equilibrada”.</p>
<p>Mas voltemos à querida Eslovénia, que foi ela que nos trouxe até aqui. <strong>As abelhas, já sabemos, estão a desaparecer,</strong> nem as vemos no chão, caídas, derrotadas. Esquecidas. <strong>O uso de pesticidas tem sido nefasto,</strong> <strong>as alterações climáticas idem.</strong> As colmeias e a população de abelhas têm vindo a diminuir na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, mas na Eslovénia a cantiga é outra: <strong>a população de abelhas está a florescer.</strong> “A Associação de Apicultores da Eslovénia relata um aumento anual de 2% no número de colónias de abelhas em todo o país. De 2007 a 2017, a Eslovénia viu um aumento de 57% no número de colmeias, de acordo com a Organização para Alimentação e Agricultura” da ONU, pode ler-se no artigo da “Time”.</p>
<p>O amor e cuidado da Eslovénia pelas abelhas e pelos poderes mágicos delas remonta ao século 18, <strong>quando a imperatriz Maria Teresa fundou ali a primeira escola de apicultura do mundo.</strong> O professor responsável pela escola foi um tal de Anton Janša, um homem que é considerado, pelas suas técnicas inovadoras, o pioneiro da apicultura moderna. Janša nasceu a 20 de maio de 1734. <strong>Isso mesmo, o Dia Mundial da Abelha</strong>, 20 de maio, é em homenagem a este homem, um pioneiro e um amante das abelhas que tanto <strong>apreciamos na Quinta das Tílias.</strong></p>
<p><iframe title="The stress-busting benefits of sleeping with bees - BBC REEL" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/fq-ILABclI0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesta reportagem da BBC, no vídeo em cima, podemos aprender que há escolas a introduzirem apiários nas suas instalações, <strong>para os meninos mais agitados irem até lá e cuidarem das abelhas para acalmarem.</strong> Os bombeiros, sujeitos a stress e a eventos trágicos diariamente, também começaram a tratar das abelhas <strong>para serenarem e defenderem a sua saúde mental.</strong> “Trabalhar com abelhas acalma, uma picada ocasional tem um efeito positivo no reumatismo. <strong>O som das abelhas é muito relaxante e as fragrâncias que libertam são também curativas</strong>”, explica à BBC Marko Fedran, um bombeiros.</p>
<p><strong>Há até museus destinados à apicultura na Eslovénia,</strong> uma tradição com barbas naquele país, assim como existem negócios de turismo a piscar o olho a esta arte. Há também arquitetura e uma colmeia inovadora (AZ) viradas para o bem-estar das abelhas, nomeadamente no que toca à organização e pintura de apiários, <strong>para ajudar as abelhas a orientarem-se</strong>, assim como para permitir aos apicultores distinguirem colmeias individuais e monitorizarem o que se passa com mais acerto. O tal tipo de colmeia AZ permite também uma defesa contra invernos rigorosos, <strong>protegendo as abelhas do frio e do vento. </strong></p>
<p>A Associação de Apicultores da Eslovénia foi formada em 1873 e tem <strong>mais de 8000 membros.</strong> Organizam-se aulas em escolas, fazem-se campanhas, como uma em 2007 para o café da manhã tradicional <strong>conter mel esloveno,</strong> e pressionam-se os governantes para medidas mais amigáveis para os apicultores.</p>
<p>O Ministério da Agricultura daquele país <strong>chegou a criar leis para defender as abelhas e todo o universo que as envolve.</strong> O estatuto dos apicultores é igual ao dos agricultores. Mais um exemplo? Em 2011, o Governo da Eslovénia proibiu o recurso a alguns tipos de pesticidas, nomeadamente neonicotinóides, <strong>que são quimicamente semelhantes à nicotina e que são usados para proteger as plantas dos insetos.</strong> Foi o primeiro país da União Europeia a fazê-lo. Essa descoberta e medida governativa foi partilhada com outros países europeus e a matança de abelhas foi estancada. O presidente da Federação Internacional das Associações de Apicultores elogiou a Eslovénia e falou num <strong>“papel muito ativo” daquele país na defesa das abelhas.</strong></p>
<p>Graças aos eslovenos há um dia para as nossas amigas abelhas serem lembradas. Kozmus, <strong>o tal apicultor que quase se sentiu um atleta olímpico,</strong> explica melhor: “Não queremos que o Dia Mundial da Abelha seja uma celebração porque não temos nada para celebrar neste momento. <strong>Queremos usar este dia como uma ferramenta para informar as pessoas que as abelhas são importantes”</strong>.</p>
<h2><strong>Temos muitas lições a aprender com a Eslovénia, certo?</strong></h2>
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