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	<title>Arquivo de abelha e homem | Quinta das Tílias</title>
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	<description>Somos apicultores e especialistas em levar o melhor das abelhas até si.</description>
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		<title>Onde começa a história entre o homem e a abelha? Há muito, muito tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Oct 2021 08:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[O mundo das abelhas]]></category>
		<category><![CDATA[abelha e homem]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Se é quase certo que nós, humanos, descendemos há muito tempo de um primata, de uma qualquer linha de macacos, a nossa história ainda assim é bem mais curtinha do que a história das abelhas. <strong>A abelha que produz o mel iniciou o seu caminho há cerca de 100 milhões de anos</strong>. Ou seja, andava cá bem antes dos apicultores e dos adoradores de mel e de outras iguarias fabricadas e magicadas pelas nossas amigas abelhas.</p>
<p>Por isso, por essa bagagem toda como comunidade, não surpreende nada que tenham <strong>as tarefas tão bem definidas e que a sua sociedade toque a sinfonia certa</strong>, ajudando o mundo a ser mundo, com cores e sabores que existem há milhões de anos e outros que, entretanto, já desapareceram.</p>
<p>Diz a História também que <strong>os seres humanos</strong>, lá nos longínquos anos da pré-história, eram exímios e habilidosos recolectores dos produtos das abelhas. <strong>Já tinham olho para as maravilhas do mel e das matérias produzidas pelas abelhas.</strong></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4945 size-full" src="https://quintadastilias.com/wp-content/uploads/2021/10/BlogPost_07.10.png" alt="Uma abelha numa colmeia" width="1110" height="500" srcset="https://quintadastilias.com/wp-content/uploads/2021/10/BlogPost_07.10.png 1110w, https://quintadastilias.com/wp-content/uploads/2021/10/BlogPost_07.10-300x135.png 300w, https://quintadastilias.com/wp-content/uploads/2021/10/BlogPost_07.10-1024x461.png 1024w, https://quintadastilias.com/wp-content/uploads/2021/10/BlogPost_07.10-768x346.png 768w, https://quintadastilias.com/wp-content/uploads/2021/10/BlogPost_07.10-600x270.png 600w" sizes="(max-width: 1110px) 100vw, 1110px" /></p>
<h2><strong>Sabia que há vestígios de cera de abelha em potes pré-históricos no Médio Oriente, no Norte de África e na Europa? </strong></h2>
<p>Mas há mais: existem murais, por exemplo, pintados no Império Novo do Antigo Egito que mostram <strong>abelhas e mel no meio de cenas quotidianas de há 4400 anos</strong>, servindo de prova incontestável que o homem já recorria a produtos apícolas.</p>
<p>E a história melhora, amigos da Quinta das Tílias. Foram descobertos vestígios de cera de abelha em cerâmica fabricada por populações que pertenciam às primeiras culturas agrícolas na Europa, no Médio Oriente e no Norte de África. “<strong>Os vestígios mais antigos encontram-se num sítio arqueológico de há cerca de 8500 anos, no Leste da Turquia</strong>”, conta <a href="https://www.publico.pt/2015/11/13/ciencia/noticia/ha-8500-anos-os-humanos-ja-usavam-produtos-apicolas-1714335" target="_blank" rel="noopener">este artigo</a> do “Público”, intitulado “Há 8500 anos os humanos já usavam produtos apícolas”, algo que é música para os nossos ouvidos, não é?</p>
<p>E continua: “<strong>As marcas químicas distintivas de cera de abelha foram detetadas em vários locais do Neolítico</strong> em toda a Europa, indicando o quão espalhada estava esta associação entre humanos e abelhas”, explicou a geoquímica orgânica Mélanie Roffet-Salque, da Universidade de Bristol, no Reino Unido. Estariam a tornar aqueles potes impermeáveis com a cera? Ou estariam a usar mel, que tem vestígios da cera? São duas hipóteses, mas <strong>a sabedoria dos nossos antepassados é infinita. E o trabalho das abelhas, idem.</strong></p>
<p>Ou seja, torna-se óbvio que aquelas pessoas que foram gente como a gente já exploravam as virtudes do que a natureza lhes oferecia, nomeadamente a cera das abelhas, mas também a resina, por exemplo.</p>
<h2><strong>E o mel, e o mel? </strong></h2>
<p>“Era um adoçante raro para as populações pré-históricas”, explicou ainda Mélanie Roffet-Salque. Parece um conto de fadas, <strong>as nossas abelhas mais parecem eternas, ajudando os humanos e o mundo a ser um lugar melhor</strong>. Esta geoquímica orgânica alerta ainda para não subestimarmos a eventualidade de a cera de abelha ter sido usada pelo Homem de então para “vários fins tecnológicos, ritualísticos, cosméticos ou medicinais”, o que reforça e dá outro encanto ao que temos vindo a escrever aqui na Quinta das Tílias. Exemplos? “Tornar impermeável os vasos de cerâmica porosos ou para amolecer o alcatrão de bétula para fazer cola”, respondeu.</p>
<p><strong>Como não admirar mais ainda as nossas abelhas? </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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